quarta-feira, 26 de abril de 2017

Polícia recupera R$ 4,6 milhões de mega-assalto no Paraguai


apreensão dinheiro
Fotos: Sesp/Divulgação

Dinheiro estava em malote encontrado na região Oeste


Cerca de R$ 4,6 milhões roubados da transportadora de valores Prosegur em Ciudad del Este, no Paraguai, foram recuperados ontem pela polícia brasileira durante patrulhamento na região oeste do Paraná. O montante corresponde a R$ 4,6 milhões, dos quais R$ 219.450,00, G$ 733.640.000,00 e US$ 1.275.030,00. O dinheiro estava em um malote apreendido ontem durante operação na região Oeste.
Até o início da noite de ontem, 12 pessoas haviam sido presas. Outros  três suspeitos de integrarem o grupo foram mortos em confronto com os policiais. Também foram apreendidas duas embarcações, sete quilos de explosivos, cinco fuzis e uma metralhadora ponto 50, que tem capacidade para derrubar helicópteros, e dois coletes balísticos.
 
Um dos presos é um homem de 37 anos apontado como um dos líderes da quadrilha. Ele foi interceptado hoje pela manhã em Cascavel, Oeste do Paraná, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma blitz, em um ônibus da linha Foz do Iguaçu – Curitiba.
Natural de São Paulo, o suspeito portava identidade falsa. Ele, que seria o líder do bando, é  foragido de um presídio de São Paulo dominado por uma facção criminosa, segundo a PF.
Os assaltantes atacaram a sede da empresa em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, na última segunda-feira, dia 24. Em uma ação cinematográfica, eles detonaram explosivos, atearam fogo em cerca de 13 veículos e fecharam ruas no entorno. Mais de 50 pessoas teriam participado da ação.
O diretor executivo da empresa Prosegur, Juan Cocci, informou, em entrevista concedida a uma rádio argentina, que a quadrilha levou cerca de US$ 8 milhões de um total de US$ 49 milhões que havia na empresa. A polícia trabalhava com a estimativa de US$ 40 milhões.
Todos os detidos até o momento são brasileiros, dois deles paulistas e um baiano. Nos interrogatórios preliminares feitos até agora, os presos usaram o direito de ficar calados, segundo a PF.

As cédulas recuperadas são de real, guarani e dólar
A Polícia Nacional do Paraguai considera o assalto um dos piores ataques de criminosos já registrados no país. A participação do PCC no roubo não é descartada por policiais brasileiros e paraguaios. Para o delegado-chefe da PF em Foz do Iguaçu, Fabiano Bordignon, o crime não foi planejado por amadores e o modus operandi assemelha-se a ações já realizadas pelo PCC, inclusive em Campinas e Ribeirão Preto. No ano passado, o Paraguai expulsou cerca de 20 brasileiros, muitos deles ligados à organização criminosa.
Os investigadores colhem DNA dos presos para confrontar com vestígios deixados em uma casa localizada pela Polícia Nacional do Paraguai em Ciudad del Este que teria sido usada pela quadrilha para organizar o assalto. Quatro peritos da Polícia Federal e um papiloscopista trabalham em conjunto com a polícia Paraguaia em busca de material biológico e digital na residência, que tem características de mansão. Segundo o comandante da Polícia Nacional do Paraguai, Luis Rojas, cerca de 20 pessoas chegaram a ocupar o imóvel. “Pode acontecer de o criminoso ser abordado sem materialidade, mas se o DNA bater ele pode estar vinculado ao local do crime”, explica Bordignon.

Barreira – Mais de 800 agentes do Brasil e Paraguai estão espalhados por toda fronteira e região Oeste para conter os assaltantes. Os policiais fazem barreiras e blitze em rodovias e monitoram portos clandestinos no lado paraguaio. Seis helicópteros, três brasileiros e três paraguaios, auxiliam nas buscas. Há suspeita de que membros da quadrilha estariam deixando a fronteira de Foz do Iguaçu para seguir em direção à divisa do Paraná com São Paulo. Não se descarta a possibilidade de o grupo ter se dividido e procurado outras rotas de fuga, além da fronteira com Foz do Iguaçu.
A polícia está orientando a população a tomar medidas de segurança e recomenda que as pessoas não permaneçam por muito tempo dentro de carros, nas ruas, para evitar uma eventual abordagem dos marginais.
Apesar do cerco, durante a madrugada, um grupo de 11 trabalhadores que dormia em uma residência, no município de Santa Helena, a 120 quilômetros de Foz do Iguaçu, foi feito refém. Os marginais, cerca de 12, entraram na casa anunciando que eram da polícia, roubaram uma van e obrigaram todos a entrar no veículo. A van foi abandonada em uma comunidade chamada Sede Alvorada, na região de Toledo, e os trabalhadores, que estão em Santa Helena para reformar um silo, liberados. Por Denise Paro/

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